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Cenários e futuros

Três futuros para o transporte público de São Carlos (2030–2035)

Uma cidade com densidade científica rara e um sistema de transporte recém-concedido: para onde São Carlos caminha depende de decisões que ainda estão em aberto.

Pesquisa com fontes verificadas
Núcleo InfraMov 2026 14 min

Resumo

São Carlos reúne USP, UFSCar, Embrapa e parques tecnológicos, mas seu sistema de transporte coletivo passou por sete anos de operação emergencial antes da concessão de 2023. Esta pesquisa organiza três arquétipos de futuro — Smart City, Business as Usual e Declínio Modal — e propõe indicadores que permitem identificar, ano a ano, para qual trajetória a cidade está se movendo.

Metodologia

Construção de cenários por arquétipos a partir de sinais fracos verificáveis (frota, contratos, status legislativo, iniciativas de inovação) cruzados com tendências setoriais de eletrificação e integração multimodal. Cada cenário é acompanhado de variáveis-chave, riscos e indicadores de monitoramento.

Dados & gráficos

Frota elétrica ou híbrida projetada em 2030 (%)

Fonte: Cenários InfraMov a partir de sinais fracos observados (2026)

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Variação projetada da demanda até 2030 (%)

Fonte: Cenários InfraMov (2026)

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Análise

Ponto de partida (2026)

Sistema urbano concedido em maio de 2023 por dez anos, com 65 linhas regulares, 198 linhas escolares e frota diesel de 91 veículos equipada com GPS, Wi-Fi e bilhetagem eletrônica. O Plano de Mobilidade elaborado pela FGV foi entregue em 2023 e segue aguardando apreciação legislativa.

Arquétipo 1 — São Carlos Smart City

PlanMob aprovado até 2027, 40% da frota elétrica ou híbrida em 2030, aplicativo de mobilidade como serviço integrando ônibus, bicicleta e serviços sob demanda, cerca de 50 km de ciclovias interligadas e demanda 20% superior à de 2026. Depende de investimento continuado e de articulação com as universidades e a indústria local.

Arquétipo 2 — Business as Usual

Aprovação parcial do plano, renovação gradual da frota diesel, melhorias pontuais em pontos de ônibus e demanda estagnada acompanhando o crescimento populacional. O risco principal é silencioso: perda progressiva de passageiros para aplicativos e elevação do subsídio por passageiro.

Arquétipo 3 — Declínio Modal

Plano engavetado, frota com idade média acima de oito anos, corte de subsídios e queda de 15% na demanda até 2030. O transporte coletivo passa a ser percebido como última opção, ampliando a desigualdade de acesso e as emissões urbanas.

O que monitorar

Percentual de frota elétrica ou híbrida, passageiros por dia, idade média da frota, quilômetros de ciclovia interligada, emissões por passageiro-km, número de startups de mobilidade ativas e subsídio municipal por passageiro. São indicadores públicos ou obteníveis junto à operadora e à secretaria municipal.

Achados-chave

  • A aprovação e a implementação do PlanMob é a variável que mais separa os três cenários.
  • A frota atual de 91 veículos representa cerca de 1 veículo para cada 2.900 habitantes.
  • O ecossistema universitário oferece condições incomuns para um laboratório vivo de mobilidade.
  • Sem eletrificação e integração, o risco não é a estagnação, e sim a perda de demanda para modos individuais.

Referências

Verificáveis
  • Plano de Mobilidade Urbana de São Carlos (PlanMob/SC), elaborado pela FGV, entregue em 2023
  • Lei Municipal nº 13.033/2002 — sistema municipal de transporte público de São Carlos
  • Lei Federal nº 12.587/2012 — Política Nacional de Mobilidade Urbana
  • Dados operacionais da concessionária do sistema urbano (2023–2026)
  • IBGE — estimativas populacionais e área territorial do município

Continue explorando

Esta pesquisa é uma porta de entrada. Aprofunde por outras camadas do observatório.